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"Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos."

Tuesday, September 01, 2015

Arriscar é: aprender

Aprender é divino.
Não aprender ofende a nossa essência humana.
Requer abertura, acolhimento ou adesão.
E paciência até estar completo o caminho que exige que se ponha em prática o que se aprendeu.
Quando assim é pode dizer-se que se aprendeu.
Existem condições para se aprender que são facilitantes. Uma delas é a idade e o seu desenvolvimento.
Como ninguém aprende sozinho resta ainda a humildade de agradecer a Deus e aos seus intermediários tão grande dom.

Tuesday, August 18, 2015

Arriscar é: pureza

Dar tempo a trabalhar a pureza de coração
deverá ser a tarefa mais significativa das nossas vidas.
Depois qualquer terapia fará sentido e dará resultado.
Esta pureza permite-nos ver o bom, o belo e a verdade.
Na sua ausência dos nossos corações só nos será possível
ver o que é mau, feio e mentira. 
E não é que às vezes também deixamos de gostar de tudo...
Também a impureza nos conduz a esse estado de esquisitice.

Sunday, August 02, 2015

Arriscar é: biografia

Em tempo de verão a leitura pode ser mais diversificada.
Uma das boas sugestões é a vida dos santos.
Uma boa biografia desafia, entusiasma e inspira.
Grandes heróis da humanidade que nos enchem de esperança na pessoa humana.

Tuesday, July 07, 2015

Arriscar é: 500 anos

“Nada te turbe.
Nada te espante.
Tudo passa.
Deus não muda.
A paciência tudo alcança.
Quem a Deus tem, nada lhe falta.
Só Deus basta!" 

 

Santa Teresa de Jesus

Monday, June 22, 2015

Arriscar é: acreditar no passado

Com tantos profetas da desgraça, letrados e não letrados,
mais vale acreditar no passado e na sua sabedoria.
Por tudo se conjectura numa onda de medo.
Será que é só essa a forma de nos fazer avançar?
Quero seguir adiante com aquilo que a vivência de tantos no passado
nos legou.

Thursday, June 18, 2015

Arriscar é: a Igreja de Francisco de Jesus

A Igreja com que Francisco sonha

Como Francisco de Assis, o que o Papa Francisco encontrou foi uma Igreja em ruínas. Daí, o seu empenho, sem hesitações, na sua transformação e conversão.

O teólogo Agenor Brighenti acaba de apresentar preocupações e modelos fundamentais, em ordem a uma mudança radical, citando Francisco.

1. "De uma Igreja autorreferencial a uma Igreja nas periferias". É essencial pôr termo a uma Igreja autocentrada e, por isso, da exclusão, para passar a uma Igreja que acolhe os que se encontram marginalizados nas periferias: os considerados perdidos, os que pensam de outro modo, longe das certezas eclesiásticas, os das periferias da dor, das injustiças, da miséria, os pobres e analfabetos, os sem--abrigo, os presos, os drogados, os homossexuais, as famílias monoparentais, os recasados que não podem comungar, os padres casados, e tantos tantos outros...

2. "De uma Igreja-alfândega a uma Igreja samaritana". Francisco insiste numa Igreja da "revolução da ternura". "Vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. É preciso curar as feridas; depois, falaremos do resto." Daí, a urgência de uma Igreja-mãe, samaritana, "capaz de redescobrir as entranhas maternas da misericórdia. Sem a misericórdia, pouco pode fazer para inserir-se num mundo de "feridos", que precisam de compreensão, perdão e amor".

3. "De uma Igreja de prestígio e poder a uma Igreja pobre e para os pobres". "Ah, como quereria uma Igreja pobre e para os pobres!", disse na inauguração do seu pontificado. E dá o exemplo. Numa entrevista: "Os chefes da Igreja, em geral, foram narcisistas, adulados e exaltados pelos seus cortesãos. A corte é a lepra do papado." Conhece bem a admoestação célebre de São Bernardo ao papa Eugénio III: "Não te esqueças de que és sucessor de um pescador e não do imperador Constantino." Por isso, repete constantemente que a Igreja "não pode afastar-se da simplicidade". "Nalguns há um cuidado ostensivo da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja, sem se preocuparem com que o Evangelho tenha uma real inserção no povo fiel de Deus e nas necessidades concretas da história. Desse modo, a vida da Igreja converte-se numa peça de museu ou numa posse de poucos." Não ignorando a advertência do bispo Casaldáliga, "só há dois absolutos: Deus e a fome", a sua preocupação primeira não é a doutrina e a imagem pública da Igreja, mas o sofrimento e a causa dos pobres no mundo. Afinal, "a realidade entende-se melhor a partir da periferia do que a partir do centro", avisa.

4. "De uma Igreja milagreira e providencialista a uma Igreja profética". Denuncia "a cultura do descarte. Não se pode descartar ninguém" nem cair na "globalização da indiferença". Concretiza: "Hoje temos de dizer "não" a uma economia da exclusão e da iniquidade. Essa economia mata. É inaceitável que não seja notícia um ancião que morre de frio na rua, mas que o seja uma queda de dois pontos na Bolsa." "Enquanto os lucros de alguns crescem exponencialmente, os da maioria ficam cada vez mais longe do bem-estar dessa minoria feliz. Este desequilíbrio provém de ideologias que defendem a autonomia absoluta dos mercados e a especulação financeira. Daí que neguem o direito de controlo dos Estados de velar pelo bem comum. Instaura-se uma nova tirania invisível." Assim, "o futuro exige hoje a tarefa de reabilitar a política, que é uma das formas mais altas da caridade".

5. "De uma Igreja encerrada na sacristia a uma Igreja acidentada por sair à rua". Claro que a uma Igreja que sai à rua pode acontecer o que acontece a qualquer um: um acidente. "Mas quero dizer francamente: prefiro mil vezes uma Igreja acidentada a uma Igreja doente. A doença maior da Igreja fechada é a doença autorreferencial: ver-se a si mesma, curvada sobre si própria." Daí, a tarefa constitutiva da "missionariedade", do ecumenismo e do diálogo inter-religioso.

6. "De uma Igreja centralista a uma Igreja de Igrejas locais". É necessário superar o modelo centralizado de Igreja, a começar pela Cúria, que urge reformar radicalmente, para ser organismo de ajuda e não de censura - "impressiona ver as denúncias de falta de ortodoxia que chegam a Roma", adverte.

7. "De uma Igreja clerical a uma Igreja toda ela ministerial". A descentralização deve estar presente em todas as instâncias da Igreja e opõe-se ao clericalismo: este "não tem nada a ver com o cristianismo. Quando tenho diante de mim um clerical, instintivamente transformo-me num anticlerical". Se a Igreja é o Povo de Deus, todos têm de participar. Que lugar para os leigos e para as mulheres?

8. "De uma Igreja governada por bispos-príncipes a uma Igreja de pastores", que caminham "com e no seu rebanho". Evitai, diz aos bispos, "o escândalo de ser bispos de aeroporto".

O que mais impressiona, digo eu, é que o que Francisco sonha, quer e faz seja considerado extraordinário, quando deveria ser pura e simplesmente o normal.

DN 13JUN2015


ANSELMO BORGES, padre e professor de Filosofia

Arriscar é: fazer o ninho

Há uma expressão que, na minha língua, tem um sentido dúbio:
"fazer o ninho a alguém".
Creio que pode ser contrariado este sentido com o local onde fazemos esse ninho.
S. Boaventura diz:
"Assim como a pomba faz o seu ninho na fenda do rochedo, assim o cristão deve fazer o seu ninho na fenda aberta do Coração de Jesus!"
Esse é a rocha forte, segura e protegida!
Aí sim façamos o nosso ninho e o ninho de quem quisermos.

Friday, June 05, 2015

Arriscar é: Família 10

A psicanálise de família, de casal e de grupo levou autores contemporâneos a descobertas que ampliam as teorias concebidas a respeito do funcionamento de um aparelho psíquico individual. Assim, compreende-se que "não existe apenas a realidade forjada pelas fantasias inconscientes e a vida pulsional, mas que há outra, a que se cria a cada encontro entre dois ou mais sujeitos".

A noção de vínculo, tardia na teoria psicanalítica, distingue-se da noção de representação e relação de objeto. Surgiu pela necessidade de pensar o sujeito do inconsciente como sujeito da herança e da crescente importância de considerar o intersubjetivo na constituição do indivíduo, no seio de suas relações familiares.